A sujeição química é a administração de substâncias químicas a uma pessoa, sem o seu consentimento e sem o seu conhecimento, para fins criminosos. O objetivo é provocar uma alteração do seu estado de consciência e do seu comportamento e, desta forma, o criminoso pode manipular a sua vontade e aproveitar-se dela para cometer o crime. Na maior parte das vezes, esta prática está relacionada com crimes contra a liberdade sexual e as vítimas são mulheres jovens. O cenário típico é o de uma jovem que consumiu bebidas alcoólicas e acorda num local desconhecido, seminua, sem saber o que lhe aconteceu, com a sensação de ter tido algum tipo de relação sexual sem o seu consentimento. Nas últimas décadas, este fenómeno tem aumentado notavelmente, adquirindo grande relevância social e, por isso, tem sido objeto da atenção de especialistas em saúde, toxicologistas e peritos forenses, tendo sido realizados numerosos estudos sobre as substâncias químicas utilizadas, bem como estudos epidemiológicos, e tomadas medidas tanto sanitárias como jurídicas a este respeito.