Esta publicação apresenta a análise de entrevistas narrativas feitas com oito universitárias e dois universitários que ingressaram em diferentes cursos da Universidade de Brasília por meio do sistema de cotas. O centro da análise está nas experiências dos/as estudantes no ambiente familiar, na trajetória escolar e na vivência acadêmica; na construção de estratégias de convivência ou de confronto frente a possíveis situações de segregação ou preterimento, bem como de mecanismos de ressignificação da identidade negra ao longo da vida; e na problematização da condição de cotista como condicionante desse processo. Trata-se de importante diálogo para a compreensão das cotas para além de estatísticas e medidas de desempenho.