Para além da pretensão em concretizar o doutoramento, esta obra surgiu de uma inquietação no meu percurso profissional. Exerci em serviços onde a oferta tecnológica era uma constante e fui consciencializando que muitos doentes eram submetidos a tratamentos sofisticados e dispendiosos, acabando depois por morrer ainda em contexto hospitalar ou então tinham alta mas a sua qualidade de vida não tinha melhorado. Face à problemática da sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde, dos cortes nas despesas com a saúde e da oferta em inovação que surge frequentemente fruto do avanço da investigação, surgiu a necessidade de saber como é que na prática se conjugam estes fatores. Estamos perante uma simples novidade tecnológica ou uma real e efetiva tecnologia e que controlo e avaliação prévia existe relativamente aos custos e benefícios decorrentes da sua utilização. A pouca visibilidade pública da avaliação tecnológica realizada em Portugal e as políticas de saúde implementadas, fizeram-me enveredar por este caminho que considerei não ter sido explorado no nosso país, no campo da Bioética, ao mesmo tempo que pretendi conhecer o entendimento dos enfermeiros sobre esta matéria.