A criação do Sistema Único de Saúde (SUS), em 1988, tem exigido profissionais de saúde que possuam visão ampliada do conceito saúde - doença, com ênfase para aspectos socioambientais e psíquicos e não apenas centrada na doença e no indivíduo. Nesse contexto, tem sido reconhecido, amplamente, que a atenção básica à saúde é um dos principais cenários de prática para essa formação e, de forma articulada às metodologias ativas de ensino - aprendizagem constitui um dos pilares do processo de mudanças curriculares nos cursos de medicina, sobretudo na última década. Embora tenha ocorrido uma grande ampliação das atividades práticas na atenção básica e intensificação da integração ensino - serviços de saúde resultantes de políticas interministeriais indutoras desse processo de mudanças, identifica-se, ainda, uma desconexão entre academia e serviços, questionando-se sobre o aprendizado e as transformações dos alunos referentes às concepções sobre a atenção básica e o SUS.