Em algum lugar da obra borgiana está o almejado centro que o escritor buscou e que lhe foi tão precioso quanto o labirinto. É um centro sagrado, impossível, inacessível para o sujeito. Mas sua presença se faz sentir e a intuição de sua existência guia a escolha dos temas, a elaboração das personagens, a opção pela literatura fantástica, constituindo a motivação fundamental da escrita de Borges. Ambos, labirinto e centro, foram fontes de angústia.O labirinto por ser uma prisão; o centro por ser impossível. O labirinto é o tempo e, para Borges, a condição de existência do sujeito, o material mesmo de que somos feitos. Em seu centro está a eternidade, a resposta para a questão do tempo. Borges sabe que sua contemplação é impossível para o sujeito, já que o aniquilaria. Esta aniquilação, no entanto, não deixa de ser um alívio secreto, um desejo que encontra na literatura sua única satisfação possível.
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